1 de abril de 2016

Vida de mãe



Desde que fui mãe em 2010, e também durante a gravidez, sinto que a minha capacidade de resistência diminuiu imenso. As noites mal dormidas, o desgaste natural de acordar super cedo, cuidar de uma criança extremamente activa e que não gosta muito de dormir, a muita ausência do marido por deslocações laborais, fazem de mim uma mulher de quase 37 anos bem mais acabada. Pensar que até 2010 eu era capaz de me levantar ás 6h30, ir trabalhar, depois ainda participava em formações em horário pós-laboral, raramente me deitava antes das 23h30/24h, e ainda tinha pedalada para ir beber um copo ao fim de semana.
Agora...raramente me deito depois das 22h, e já vou super esgotada para a cama, e sair à noite é quase impensável.
Mas esta semana o meu filho passou duas noites em casa dos meus pais, e eu fiquei sozinha em casa (e com o cão), com todos os afazeres domésticos do costume.
Se estou mais descansada fisicamente, sim estou, mas acordei de noite várias vezes e fui ver se o meu filho estava bem na cama dele, como se realmente ele lá estivesse. 


É caso para dizer "Nem nunca, nem sempre". 


O Bernardo diverte-se muito com os avós, mas não o ter em casa deixa-me apreensiva. As férias da Páscoa terminam hoje, e hoje também regressa o meu marido, e o Bernardo ao fim da tarde volta para casa. 


Amanhã por volta das 8 da manhã estou a queixar-me que ele não me deixa dormir, mas oxalá que isso me aconteça até ao fim da minha vida!